Barragem de Serro Azul: sem ritmo e sem justificativa

Desta vez, o Governo de Pernambuco não pode falar de falta de recursos federais. Os R$ 200 milhões de responsabilidade da União chegaram ao caixa estadual. O que há, verdadeiramente, é déficit de gestão, falta de compromisso com prazos e, principalmente, desatenção com a população. A matéria traz depoimentos como o do aposentado Amaro Pedrosa de Melo. “A população está temorosa. Acorda assombrada e dorme com medo que aconteça uma cheia. Até agora não apareceu uma pessoa do governo para dar uma satisfação”, reclama.

O mais interessante é que, quando instado a falar, o governo estadual tem sempre uma desculpa. Agora, a alegação é de que a paralisia das obras decorre exatamente das chuvas. Isso revela a falta de planejamento e previsibilidade dos responsáveis pela obra de Serro Azul.

No último mês de maio, a secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDEC) divulgou nota à imprensa dizendo que a construção da barragem ganharia “nova velocidade”. Já no dia 23 de junho, o secretario de Desenvolvimento Econômico, Thiago Norões, acompanhado do deputado estadual Aluísio Lessa e do secretário executivo de Recursos Hídricos, Almir Cirilo, visitou a obra. Texto publicado no site da própria SDEC explica que “a comitiva foi conferir de perto os trabalhos de concretagem que estão sendo executados após a obra adquirir um outro ritmo”.

Pela matéria veiculada pelo telejornal, e pelo que a Bancada de Oposição conferiu in loco, o ritmo é de paralisia total.